Retomamos as postagem das últimas aulas dos cursos. Segue neste post o resumo do trabalho de Roberto Cardoso de Oliveira acerca das identidades. Estes trabalhos acontecem num momento de encontro teórico entre a antropologia social desenvolvida no Brasil e as produções da Escola de Manchester. O Resumo desta apresentação foi sistematizado por Bruna Penha. Obrigado.
Identidade RCO Final
Segue o texto Cardoso de Oliveira, recentemente re-editado no México, pelo CIESAS
Libro de Roberto Cardoso de Oliveira
O outro auto discutido foi Frederick Barth, quem abordou as identidades como forma de organização social. Segue o link para a publicação do livro (em espanhol) onde foi publicado a famousa Introdução.
Barth. Los grupos étnicos y sus fronteras
terça-feira, 31 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Luto por Abdias do Nascimento
Morreu o destacado ativista do movimento negro no Brasil, Abdias do Nascimento. Economista, militante do movimento social e cultural afro-brasileiro, foi uma das vozes críticas, que expressou as críticas à desigualdade racial brasileira. Experimentou diferentes formatos, livros, manifestos, teatro (performance), e política. Como suplente de Darcy Ribeiro assumiu a representação no senaddo durante as licencias do político-antropólogo-romancista. Abdias morreu aos 93 anos.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Escola de Manchester
Sob este rótulo se identifica a geração de antropólogos sociais pós segunda guerra mundial, que renova a tradição britânica de antropologia. Muitos deles fizeram seu trabalho de campo na África, no Rhodes-Livingston Institute, no sul da África, dirigido por Gluckman entre os anos 1941-1947. Posteriormente Gluckman retorna a Inglaterra para criar o departamento de Antropologia em Manchester, onde convida vários de seus colegas e alunos. Nesse momento a antropologia se depara com o processo de descoloniação na África, rápida industrialização, migrações, permanência das tradições em processos rápidos de urbanização. Estas transformações sociais interpelam à antropologia e obrigam a rever vários dos supostos em que se ancorava a tradição britânica da antropologia social. As pessoas não são autômatas que seguem regras, as regras podem e são manipuladas, as redes sociais não passam só pelo parentesco e a antropología não trabalha só com grupos que se auto-perpetuam.
Mayer - A importância dos quase-grupos
Gluckman – Análise de uma situação social
Van Velsen - A análise situacional
Mayer - A importância dos quase-grupos
Gluckman – Análise de uma situação social
Van Velsen - A análise situacional
terça-feira, 5 de abril de 2011
A irmandade muçulmana. The Sanusi of Cyrenaica
Livro pouco conhecido de Evans-Pritchard onde apresenta um estudo, acerca da irmandade religiosa do Sanusi, que da estabilidade ao sistema segmentário beduíno, e se transforma em símbolo de unidade nacional. O trabalho aborda a dominação colonial na região, sob o controle turco primeiro e italiano depois. O livro descreve a dominação colonial, campos de detenção e coloca a repressão colonial italiana, como grande responsável pelo levantamento, e a cristalização do sentimento nacional.
O trabalho é uma das primeiras abordagens um nível nacional, em um contexto mais complexo que o das sociedades segmentárias trabalhadas pelos antropólogos da época na África. Os atores sociais são personagens históricos, e a análise antropológica se apresenta na perspectiva de um processo. Este texto, antropológico, pode também ajudar a comprender a situação em Cyrenaica hoje. A região de Cyrenaica é a região oriental da Líbia, onde começou a revolta que nestes dias é machete nos jornais.
PRITCHAR, The Sanusi of Cyrenaica
Os episódios históricos, analisados no trabalho de Evans-Pritchard serviram também de referência para um filme, que retrata a guerra Italo-Sanusi em Cyrenaica e tem como protagonista a Anthony Quinn. Agradeço a Warley pelo link.
O trabalho é uma das primeiras abordagens um nível nacional, em um contexto mais complexo que o das sociedades segmentárias trabalhadas pelos antropólogos da época na África. Os atores sociais são personagens históricos, e a análise antropológica se apresenta na perspectiva de um processo. Este texto, antropológico, pode também ajudar a comprender a situação em Cyrenaica hoje. A região de Cyrenaica é a região oriental da Líbia, onde começou a revolta que nestes dias é machete nos jornais.
PRITCHAR, The Sanusi of Cyrenaica
Os episódios históricos, analisados no trabalho de Evans-Pritchard serviram também de referência para um filme, que retrata a guerra Italo-Sanusi em Cyrenaica e tem como protagonista a Anthony Quinn. Agradeço a Warley pelo link.
terça-feira, 29 de março de 2011
African Political Sistem
Em Sistemas políticos africanos, organizado por Meyer Fortes e Evans Pritchard, a analise etnológica se centra nos sistemas africanos. Neste volume se destacam os trabalhos de Fortes e Evans-Pritchard acerca das sociedades segmentarias africanas. Todo um clássico da antropologia, em inglês.
Fortes, Meyer y Evans-Pritchard - African Political Systems (1950)
Fortes, Meyer y Evans-Pritchard - African Political Systems (1950)
O velho Radcliffe-Brown
Fichamento do artigo, clássico, da introdução do Sistemas Africanos de Parentesco, esforço etnológico que sistematiza os logros de 40 anos de aplicação sistemática do método genealógico de Rivers. Nele está a síntese dos avanços e se marca o rumo dos estudos de parentesco pelos próximos 20 anos. Vale a pena olhar em perspectiva.
Radcliffe Brown
Radcliffe Brown
quinta-feira, 17 de março de 2011
Antropologia Visual na REA
Para os interessados na Antropologia Visual, segue a convocatória do GT que está-mos organizando na REA, que reune aos antropologoas da região Norte e Nordeste do Brasil O encontro acontecerá em Roraima.
III REUNIÃO EQUATORIAL DE ANTROPOLOGIA E XII ENCONTRO DE ANTROPÓLOGOS
NORTE NORDESTE
GT 28 - IMAGENS SOBRE A AMAZÔNIA - UM OLHAR A PARTIR DA ANTROPOLOGIA VISUAL
Renato Athias (UFPE)
renato.athias@ufpe.br
Gabriel O. Alvarez (UFG)
gabriel.o.alvarez@gmail.com
O campo disciplinar da antropologia visual surge em meados do século XIX com a “era da reprodutibilidade técnica” e da expansão industrial. A disciplina produz, hoje, conhecimento antropológico, frente aos desafios dos processos de globalização e da transformação digital. Voltada inicialmente para a documentação e preservação de práticas culturais ameaçadas, a antropologia compartilhada, se transformou ao longo dessas últimas décadas, com renovadas formas de narrativas visuais, sonoras, audiovisuais e, mais recentemente, digitais. Voltada, sobretudo, para o registro das técnicas materiais e rituais e depois para as palavras e as sonoridades, se abre hoje a novos objetos de estudo como a antropologia da arte. Em um primeiro momento a antropologia visual procurou garantir objetividade, atribuindo-se o estatuto de tecnologia de pesquisa ou mesmo de auxiliar de pesquisa. O que percebemos hoje é uma consolidação desse campo disciplinar no Brasil como um estilo de fazer uma antropologia compartilhada. Este GT tem a finalidade de discutir esse campo disciplinar na Amazônia, procurando agrupar trabalhos que possam apresentar uma antropologia visual da Amazônia. Portanto pretende discutir aspectos teóricos metodológicos da produção visual sobre a Amazônia com a finalidade explicita de ampliar esse conhecimento sobre os povos que ali habitam a partir de uma antropologia compartilhada.
Os interessados em participar desse GT deverão enviar resumo da apresentação para os e-mails dos coordenadores acima, com cópia para rea3@ufrr.br até o dia 4 de abril 2011
Maiores informações no link
III REUNIÃO EQUATORIAL DE ANTROPOLOGIA E XII ENCONTRO DE ANTROPÓLOGOS
NORTE NORDESTE
GT 28 - IMAGENS SOBRE A AMAZÔNIA - UM OLHAR A PARTIR DA ANTROPOLOGIA VISUAL
Renato Athias (UFPE)
renato.athias@ufpe.br
Gabriel O. Alvarez (UFG)
gabriel.o.alvarez@gmail.com
O campo disciplinar da antropologia visual surge em meados do século XIX com a “era da reprodutibilidade técnica” e da expansão industrial. A disciplina produz, hoje, conhecimento antropológico, frente aos desafios dos processos de globalização e da transformação digital. Voltada inicialmente para a documentação e preservação de práticas culturais ameaçadas, a antropologia compartilhada, se transformou ao longo dessas últimas décadas, com renovadas formas de narrativas visuais, sonoras, audiovisuais e, mais recentemente, digitais. Voltada, sobretudo, para o registro das técnicas materiais e rituais e depois para as palavras e as sonoridades, se abre hoje a novos objetos de estudo como a antropologia da arte. Em um primeiro momento a antropologia visual procurou garantir objetividade, atribuindo-se o estatuto de tecnologia de pesquisa ou mesmo de auxiliar de pesquisa. O que percebemos hoje é uma consolidação desse campo disciplinar no Brasil como um estilo de fazer uma antropologia compartilhada. Este GT tem a finalidade de discutir esse campo disciplinar na Amazônia, procurando agrupar trabalhos que possam apresentar uma antropologia visual da Amazônia. Portanto pretende discutir aspectos teóricos metodológicos da produção visual sobre a Amazônia com a finalidade explicita de ampliar esse conhecimento sobre os povos que ali habitam a partir de uma antropologia compartilhada.
Os interessados em participar desse GT deverão enviar resumo da apresentação para os e-mails dos coordenadores acima, com cópia para rea3@ufrr.br até o dia 4 de abril 2011
Maiores informações no link
domingo, 13 de março de 2011
Marx
Marx é lido pelos sociólogos e pouco discutido pelos antropólogos. A obra de Marx influenciou varias gerações de antropólogos. Entre seus leitores podem-se mencionar Radcliffe-Brown, Gluckman, Godelier, Balandier, Eric Wolf. Numa época em que o espíritu crítico está mais próximo da crítica literária que da análise crítica é bom realizar uma re-leitura de Marx, não a partir do marxismo, mas uma interpretação marxiana. As Formações econômicas precapitalistas apresentam um lado antropológico, construído em diálogo com Morgan. Marx parte do homem como fazendo parte de uma comunidade, com a natureza como prolongação inorgânica do proprio corpo, para chegar ao operario livre, livre de tudo, que se ve obrigado a vender sua força de trabalho. Este processo aparece caracterizado por Marx como uma série de rupturas, com a terra, com as ferramentas da produção, com o produto do trabalho, com o fundo do sustento e finalmente com o trabalhador no processo de trabalho.
Lectures Marx
Lectures Marx
Morgan
Morgan, pai fundador da antropologia social, saco de pancadas dos culturalistas germano-americanos. A obra de Morgan influencio autores como Marx, seu contemporâneo. Tanto a antropologia britânica como francesa reconheceram seu importante aporte aos estudos de parentesco e organização social, apesar dos erros proprios do paradigma da época.
Lectrures Morgan
quinta-feira, 10 de março de 2011
Rivers, o Método genealógico na Antropologia
Segue a apresentação do artigo, clássico de Rivers, que traça as linhas do método genealógico. Uma jóia, com mais de cem anos, que marcou o método etnográfico e a etnologia ao permitir trabalhar de forma concreta com a organização social de grupos diferentes.
Rivers
quarta-feira, 9 de março de 2011
Texto de Marx para a aula de Formas de Organização Social
Segue o link com o texto de Marx para a próxima aula de Organização Social. Trata-se das Formações Econômicas Pré-Capitalistas. Por favor, utilizem a versão em espanhol, a versão da Paz e Terra em português tem erros grosseiros de tradução.
Marx, Formaciones Economicas Pre Capitalistas
Formas de Organização Social - Programa
Neste semestre estarei ofertando o curso Formadas de Organização Social, para os alunos do PPGAS/UFG. Assim que o scribd se normalize, agregarei o link com o programa.
Programa
Programa
Organizacao Social PPGAS 2011
Programa de Etnologia.
Este semestre estarei ditando o curso de ETNOLOGIA para os alunos da graduação em Ciências Sociais da Faculdade de Ciências Sociais da UFG. Segue o link com o programa proposto. Algumas destas apresentações estarão disponíveis no blog durante o presente semestre.
Etnologia-2011 quarta-feira, 3 de novembro de 2010
IV Encontro Internacional de Filme e Vídeo Etnográfico e Testemunhal
Tive a oportunidade de participar como palestrante do IV Encontro Internacional de Filme e Vídeo Etnográfico e Testemunhal realizado em Xalapa no México. A experiência foi muito boa, tanto pelos debates como pelo material apresentado pelos colegas. Segue a continuação as conclusões do encontro, uma reflexão que assinala um diagnóstico similar ao que se enxergá-mos durante a realização do I MOVE.
Segue o documento do evento, traduzido ao português e o vídeo apresentado durante o evento.
IV Encontro Internacional de Filme e Vídeo Etnográfico e Testemunhal
Antropología y Hermenéutica - Roberto Cardoso de Oliveira from Gabriel O. Alvarez on Vimeo.
Segue o documento do evento, traduzido ao português e o vídeo apresentado durante o evento.
IV Encontro Internacional de Filme e Vídeo Etnográfico e Testemunhal
Antropología y Hermenéutica - Roberto Cardoso de Oliveira from Gabriel O. Alvarez on Vimeo.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Fogos
“Ningún fuego es igual a otro fuego. Algunos fuegos, fuegos bobos, no alumbran ni queman, pero otros fuegos arden la vida con tantas ganas que se pueden mirar sin parpadear y quien se acerca se enciende. Néstor Kirchner fue uno de esos fuegos y será difícil apagarlo.”
Eduardo Galeano
Compartilho com os leitores a sensação de perda pela morte de um político que conseguiu reinventar a política, num momento em que Argentina era uma terra arrasada pelo neoliberalismo, que deu passos fundamentais na política sobre direitos humanos, que teve coragem para impulsionar mudanças, como a despenalização da marihuana e o casamento homoafetivo, que trouxe de volta para a política programas que o neoliberalismo tinha jogado para o mercado.
K vive, no sentimento de milhões de argentinos. Sobram os argentos.
Eduardo Galeano
Compartilho com os leitores a sensação de perda pela morte de um político que conseguiu reinventar a política, num momento em que Argentina era uma terra arrasada pelo neoliberalismo, que deu passos fundamentais na política sobre direitos humanos, que teve coragem para impulsionar mudanças, como a despenalização da marihuana e o casamento homoafetivo, que trouxe de volta para a política programas que o neoliberalismo tinha jogado para o mercado.
K vive, no sentimento de milhões de argentinos. Sobram os argentos.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Políticas Sociais - Agentes comunitários de saúde
Um texto inédito, preparado para uma agencia multilateral a ser discutido no próximo encontro do curso de Políticas Sociais. Teve um pequeno problema de formatação ao subir para o scribd.
Link
Link
Tradições Negras Políticas Brancas - O Livro
Segue o link para o livro Tradições Negras Políticas Brancas em PDF. Faltou a capa, mas no link tem o miolo do texto deste ensaio antropológico-fotográfico, realizado por Gabriel O. Alvarez e Luiz Santos.
TRADIÇOES NEGRAS POLÍTICAS BRANCAS
TRADIÇOES NEGRAS POLÍTICAS BRANCAS
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Tradições Negras, Políticas Brancas
Neste ensaio antropológico fotográfico apresentamos diversos grupos tradicionais de matriz africana e analisamos sua inserção na política social. No trabalho abordamos remanescentes de quilombos, irmandades negras, candomblés e maracatus. A estratégia de pesquisa foi entrar pela tradição cultural, para analisar como chegam até eles as políticas previdenciárias.
Tradições Negras e Políticas Brancas
Tradições Negras e Políticas Brancas
Amazônia Cidadã
Neste ensaio antropológico-fotográfico se discute a política previdenciária na região norte de brasil e o impacto das aposentadorias rurais nas populações tradicionais. Este ensaio quebra a polarização entre liberais e marxistas, e centra sua atenção nestes aposentados concretos, na hibridação entre tradição cultural e políticas sociais.
Amazônia Cidadã - Gabriel O. Alvarez e Nicolas Reynard
Amazônia Cidadã - Gabriel O. Alvarez e Nicolas Reynard
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Políticas Sociais - Programa da disciplina.
Depois de realizar os últimos ajustes, segue em anexo o programa da disciplina Políticas Sociais.
Políticas Sociais (NEC)2010
Políticas Sociais (NEC)2010
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