domingo, 10 de janeiro de 2010

Jean Rouch, Antropologia compartilhada

Jean Rouch, 1965, La chasse au Lion à l´arc, 16/35 mm, couleur, 80 minutes Production : Les Films de la Pléiade

Colleyn, Jean-Paul “Entrevista. Jean Rouch, 54 anos sem tripé” Cadernos de Antropologia e Imagem . Rio de Janeiro: NAI/UERJ Nro 1 : 65-74

Link

Outro filme de Jean Rouch, Chasse à L´Hippopotame. Bataille Sur le Grand Fleuve,  a caça ao hipopótamo no Niger, com direito aos Haukas.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Nanoock de Flaherty. Filmagem compartilhada e narrativa

Flaherty, Nanook of the North (1922)


Williams Deane, “Robert Flaherty”, Senses of Cinema.
Link

Heider, Karl, 1995. “Uma história do filme etnográfico”. In: Cadernos de Antropologia e Imagem. Rio de Janeiro: NAI/UERJ (1)/31-55
Link

Loizos Peter, “A inovação no Filme etnográfico (1955-1985)” Cadernos de Antropologia e Imagem. Rio de Janeiro: NAI/UERJ Nro 1 : 55- 64
Link

Flaherty, Robert [1922] “How I Filmed Nanook of the North”
Link

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Vertov

Vertov, Dziga. Kino-Glaz (1924).



Segue o link para o post de Vertov no blog do NEPAA. Olhem o link para os Manifestos no final do post.
Vertov

Segue o Link para a resenha de Cornelia Ekert sobre o livro de Marc Piault
Eckert, Cornelia, 2001. Resenha.  “PIAULT, Marc Henri. Anthropologie et cinéma. Paris: Editions Nathan/HER, 2000. 285 p.” Horiz. antropol.  vol.7 no.16 Porto Alegre Dec. 2001


Mais informações sobre Vertov no site Senses of Cinema
Dawson, Jonathan. “Dziga Vertov”, Senses of Cinema 


O experimento kuleshov, montagem


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O filme etnográfico a fotografia e a antropologia visual

Textos a serem discutidos na abordagem da história da antropologia e da dos registros visuais, fotografia e filmes.


Jordan, Pierre, 1995. "Primeiros contatos, primeiros olhares ". In:  Cadernos de Antropologia e Imagem n. 1 .p. 55-64. Rio de Janeiro: NAI/UERJ




Pinei, C. 1996. “A história paralela da Antropologia e da fotografia”. In: Cadernos de Antropologia e Imagem. N 2 pp 29-52 Rio de Janeiro: NAI/UERJ 


Link para o texto




Filmes realizados por Alfred Cort Haddon durante a Expedição de Cambridge ao Estreito de Torres.


Link para os filmes




Material de sala de aula sobre Haddon


Link para o post




Arquivo com as fotografias de Malinowski (estão no subdiretório 3) 


Link para o post


Arquivo com as fotografia de Evans-Pritchard (link no final do post)


Link para o post


Link para fragmento do filme In The Land of the Head Hunters: Ceremonial of Yaklus no YouTube

Antropologia Visual - curso de verão

Prezados leitores e alunos, neste mês de janeiro estarei ofertando o curso de Antropologia Visual como Método. O seja continuamos com o método etnográfico a partir da antropologia visual, com uma perspectiva Rouchiana. Este curso intensivo tem com o propósito capacitar aos alunos e realizar, como trabalho final uma série de vídeos a serem apresentados no I MOVE. A continuação o programa da disciplina. Feliz 2010!!!

Programa de Antropologia Visual como Método.  

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

27a Reunião Brasileira de Antropologia (RBA) – Belém - CULTURA, IDENTIDADE E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS ENTRE FRONTEIRAS




Convocatória de resumos para o Grupo de Trabalho:

CULTURA, IDENTIDADE E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS ENTRE FRONTEIRAS


 Reunião Brasileira de Antropologia (RBA) – Belém
Brasil Plural: Conhecimentos, Saberes Tradicionais e Direitos à Diversidade
01 a 04 de agosto de 2010, Belém - PA

COORDENADORES: CRISTHIAN TEOFILO DA SILVA E GABRIEL OMAR ALVAREZ

DEBATEDORA: MIREYA SUÁREZ
Proposta:
O grupo de trabalho promoverá a discussão comparada e interdisciplinar de resultados de pesquisa sobre relações interétnicas, interculturais, interregionais, internacionais e interestatais a partir das fronteiras, imaginadas ou concretas, do continente americano. Temas relacionados à identidade, etnicidade e nacionalidade serão considerados à luz de práticas identitárias que assumem diversas formas de expressão como estratégias de acomodação ou transformação social, por exemplo: mimetização, intercasamentos, manipulação de identidades, resistência cultural, luta por reconhecimento, mobilização política, conflito, violência etc. Os trabalhos deverão partir do uso das fronteiras como noção para representar o caráter dinâmico de limites simbolicamente produzidos e mantidos entre identidades, ideologias, culturas, cosmologias e temporalidades; ou como lugares concretos de contato, mistura ou diferenciação entre grupos étnicos, estados nacionais, frentes de expansão, blocos econômicos, áreas culturais, ambientes naturais, paisagens etc. O GT compreenderá a "fronteira" como uma categoria analítica para a elucidação de dicotomias operativas de ordenamento, reordenamento e transformação social de culturas e identidades no mundo contemporâneo e como uma categoria do pensamento, que se manifesta de fromas diferentes nos diversos grupos.

O resumo contendo:

1) Título da apresentação
2) Nome do autor, da autora ou dos autores
3) Instituição do autor, da autora ou dos autores. Também será aceita a auto-identificação como "pesquisador independente"
4) E-mail para contato
5) Resumo da comunicação entre 300 e 400 palavras, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples
6) Informar se é: Associado da 
ABA ou se é orientado por Associado da ABA (com nome do orientador)

O resumo deverá ser enviado para: 
cteofilodasilva@gmail.com e gabriel.o.alvarez@gmail.com

Obs: O formato dos resumos poderão ser adequados às indicações da Comissão Organizadora da 27ª RBA. As orientações acima visam apenas acelerar o processo de divulgação do 
GT, de modo a viabilizar o planejamento e participação do maior número de interessados.

A inclusão dos Grupos de Trabalho na programação final dependerá do número de trabalhos inscritos e selecionados para compor sua programação. Os GTs ocorrerão em no máximo três sessões, com cinco apresentações orais por sessão, totalizando 15 propostas. Os Gts que trabalham com temáticas emergentes, que não atinjam número suficiente de participantes para funcionar como um 
GT, poderão – a critério da diretoria da ABA - ser transformados em Fóruns de Pesquisa, devendo ter apenas uma sessão com apresentação de até cinco trabalhos. Para o GT, os estudantes de graduação podem apresentar trabalhos em formato de painéis que serão expostos na sala dos grupos em número de até cinco painéis.
A inscrição de resumos de apresentação oral e painel nos Grupos de Trabalho será aberta, posteriormente, e informada pelo site da
ABA e informativo eletrônico. Os associados da ABA terão prioridade na seleção de trabalhos para os GTs, que deverão ser compostos por, no mínimo, 80% de associados com apresentações orais. A mesma proporção se aplica ao percentual de orientandos de associados na apresentação de paíneis. Para se filiar à ABA, acesse o link “Associe-se” do site www.abant.org.br.
Contamos com a colaboração de todos.

Cristhian Teofilo da Silva
Gabriel Omar Alvarez
Mireya Suárez

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Antropologia Visual

Acaba-se o semestre. Agradeço aos alunos e aos leitores do blog dispersos pelo mundo. A última unidade do curso Método Etnográfico é sobre Antropologia Visual. Segue o link para o texto a ser discutido na aula da terça "Tradição, Política e o Vídeo como Metodologia". Tratá-se do último capítulo do livro Satereria: Tradição e Política (Manaus: Valer). No mesmo discuto o vídeo na pesquisa participante e assinalo seu papel numa antropologia reflexiva, que incorpora as reflexões geradas pela apresentação dos materiais em vídeo ao grupo.  

Alvarez, Gabriel, 2009. "Tradição Política e o Vídeo como Metodologia" in Satereria Tradição e Política Sateré-Mawé. Manaus: Valer Editora

Finalizamos o semestre na UFG e agradeço os mais de 660 acessos, dos alunos e dos leitores ao longo do cyberespaço.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Xamanismo, alucinogenos e perspectivismo: Carlos Castaneda e Eduardo Viveiros de Castro

No nosso último encontro com a turma de antropologia da saúde discutiremos o xamanismo, forma tradicional de cura em diversas culturas, da Sibéria ao Amazonas, com escala no México. Compreender o xamanismo implica levar a serio a cosmologia tradicional dos diversos grupo. Um universo não ocidental, onde a relação entre natureza e cultura se apresenta de forma complexa, e inclui uma outra dimensão, os seres não humanos. Os alucinógenos se apresentam como médio tradicional para aceder a outro ponto de vista, para transformar o xamã, segmentar a consciência e interagir eficazmente com os seres não-humanos.

Abordaremos dois autores. Carlos Castaneda, um antropólogo maldito que se transformou em best-seller e driblou papparazis. Outro Viveiros de Castro, com seu Perspectivismo Amazônico que explora a subjetividade indígena, ontologicamente diferente.

Link com os textos para a aula


Carlos Castaneda, A Erva do Diabo, Record: Rio de Janeiro

A versão em espanhol está melor escaneada

Las enseñansas de Don Juan


Documentário da BBC sobre Carlos Castaneda




Acerca do xamanismo no Amazonas e o perspectivismo indígena

Viveiros de Castro, 2002. "Perspectivismo e multinaturalismo na América Indígena", A inconstância da alma Selvagem, São Paulo: Cosac & Naif .

Para finalizar um texto de Manuela Carneira da Cunha

Carneiro da Cunha, Manuela, 1998. "Pontos de vista sobre a Floresta Amazônica: xamanismo e tradução" in Mana, 4 (1): 7-22.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mercosul Ritual

Na aula de hoje será discutido o artigo Espaço Público Ritual do Mercosul. Uma síntese da minha tese de doutoramento, produto das minhas preocupações com a regionalização e em diálogo com os trabalhos de Gustavo Lins Ribeiro sobre globalização. As hipótese que orientaram esta pesquisa multilocal foram que para entender o Mercosul tinha que centrar minha etnografia nos ideólogos do processo de integração: políticos e diplomatas. O Mercosul, foi hipoteticamente concebido como um espaço público, no sentido habermassiano do termo. A pesquisa empírica mostrou que os rituais, um poderoso aparelho comunicacional banhava de sentido o espaço comunicacional.  




Alvarez, Gabriel O. 2002. “Espaço público ritual do Mercosul”. In: Alejandro Frigerio; Gustavo Lins Ribeiro. (Org.). Argentinos e Brasileiros. Encontros, imagens e estereótipos. Rio de Janeiro: Petrópolis,  p. 135-160.



Mercosul Ritual



Como bibliografia complementar agrego os links para a dissertação de Mestrado onde problematizo o Mercosul como um discurso de verdade, numa perspectiva Foucaultiana e a tese de doutorado na integra.

ALVAREZ, Gabriel Omar. Los Límites de lo Transnacional: brasil y Mercosur. Una aproximación antropológica a los procesos de integración. 1996.




Alvarez, Gabriel Omar, 2000. Mercosul Ritual. Tese de Doutorado. PPGAS/DAN/ICS/UnB.

Eric Wolf e Gustavo Lins Ribeiro

Nas últimas aulas de O Método Etnográfico trabalhamos trabalhamos as abordagens desenvolvidad por Eric Wolf e por Gustavo Lins Ribeiro. Wolf, com seu aporte teórico de influencia marxiana e suas preocupações com a questão nacional, a questão camponesa, e a expansão do capital fixando povos a territórios num sistema mundial segmentado etnicamente e hierarquicamente ordenado. Do Gustavo discutimos três textos que representam momentos diferentes do seu percurso acadêmico. Um deles, "bichos de obra" focaliza nos habitantes dos grandes projetos como uma população transnacional e o efeitos esta dimensão sobre as identidades, a fragmentação e posta em xeque da lógica das identidades. No trabalho "a condição da transnacionalidade" apresenta as mudanças estruturais que permitiram a configuração atual da transnacionalidade, uma aprenssão de um fenômeno desterritorializado que condiciona a sociedade contemporânea. Em Post-imperialismos, um texto que remonta o comopolitismo aos gregos a assinala a existencia histórica de diversas cosmopolíticas. O trabalho assinala uma globalização de mão dupla, por um lado das elites do imperio e por outro uma globalização popular, criada por marinheiros, comerciantes e prostitutas.

Seguem alguns links para trabalhos on-line de Gustavo Lins Ribeiro, inclussive uma entrevista com Eric Wolf

RIBEIRO, Gustavo Lins. Ambientalismo e Desenvolvimento Sustentado. Nova Ideologia/Utopia do Desenvolvimento, 1992. Republicado em Ciência da Informação 21(1): 23-31, jan/abr, 1992. Também emCaderno de Pesquisa do ISER, Rio de Janeiro, 1993.  

RIBEIRO, Gustavo Lins. Ser e Não Ser. Explorando Fragmentos e Paradoxos das Fronteiras da Cultura, 1993. Republicado In Cláudia Fonseca (org.), Fronteiras da Cultura. Horizontes e Territórios da Antropologia na América Latina, pp. 9-21, Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 1993.


 RIBEIRO, Gustavo Lins. Imobilização e Dispersão da Força de Trabalho. Considerações sobre os modos de expansão concentrada e difusa. 1994. Republicado em Revista Humanidades, Vol. 41, pp. 24-31. Brasília: EDUnB, 1997. Também em A Questão Energética na Amazônia, pp. 349-359. Belém: UFPa, 1996.


 RIBEIRO, Gustavo Lins. Internet e a Emergência da Comunidade Imaginada Transnacional. 1995. Republicado em Revista Sociedade e Estado, vol. 10, pp. 181-191. Brasília: Departamento de Sociologia da UnB, 1995. Republicado em Anais do 6º Colóquio UERJ - Intersecções: A Materialidade da Comunicação, pp. 119-133, Rio de Janeiro: Imago/EDUERJ, 1998.


 RIBEIRO, Gustavo Lins. Globalización y Transnacionalización: Perspectivas Antropologicas y Latinoamericanas. 1996. Republicado em Maguare - Revista del Departamento de Antropologia, Vol. 11-12, pp. 41-57. Santa Fé de Bogotá: Imprenta Universidad Nacional de Colombia, 1996. 


 RIBEIRO, Gustavo Lins. Cultura, Ideologia, Poder e o Futuro da Antropologia. Conversando com Eric R. Wolf. 1997. Republicado em Mana (4):1, pp. 153-163. Rio de Janeiro: UFRJ, 1998.


 RIBEIRO, Gustavo Lins. A Condição da Transnacionalidade. 1997. Republicado em Revista Brasiliense de Políticas Comparadas, Vol. III n. 1, pp. 117-146, 1999. 


RIBEIRO, Gustavo Lins. Tecnotopia versus Tecnofobia. O Mal-Estar no Século XXI. 1999. Republicado emHumanidades, Vol. 45, pp. 76-87. Brasília: EDUnB, 1999.


RIBEIRO, Gustavo Lins. Post-Imperialismo. Para una discusión después del post-colonialismo y del multiculturalismo. 2000. Republicado em Daniel Mato (Org.) Estudios Latinoamericanos sobre Cultura y Transformaciones Sociales en Tiempos de Globalización. Buenos Aires: CLACSO, 2001. 


RIBEIRO, Gustavo Lins e FELDMAN-BIANCO, Bela. Antropologia e Poder: Contribuições de Eric Wolf. 2003. Republicado em Revista Etnográfica: Revista do Centro de Estudos de Antropologia Social, Vol. VII, n. 2, pp. 245-281, 2003.


RIBEIRO, Gustavo Lins. Antropologias Mundiais: Cosmopolíticas, Poder e Teoria em Antropologia. 2005


RIBEIRO, Gustavo Lins. O Mestiço no Armário e o Triângulo Negro no Atlântico. Para um Multiculturalismo Híbrido. 2006.


RIBEIRO, Gustavo Lins. El Sistema Mundial No-Hegemónico y la Globalización Popular. 2007.


RIBEIRO, Gustavo Lins. Otras Globalizaciones. Procesos y agentes alter-nativos transnacionales. 2009.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Prostitutas Cidadãs

Segue o Link para o texto a ser discutido no curso de Antropologia da Saúde. O mesmo é produto de uma pesquisa realizada nos anos ´90 para o Ministério da Saúde, com trabalho de campo realizado nas cidades de Belém e Fortaleza.


Prostitutas Cidadãs

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Tradições Negras

Com os alunos de Antropologia da Saúde, re-visitamos meu trabalho Tradições Negras Políticas Brancas. O mesmo consiste em um ensaio antropológico-fotográfico onde foram analisados os Quilombos, as Irmandades Negras, Candomblés e Maracatu Nação.

Segue a apresentação de slides que sintetiza o livro.


Tradições Negras e Políticas Brancas

Satereria. Tradição e política Sateré-Mawé



Depois de uma longa espera e um paciente trabalho de editoração está saindo o meu último livro: Satereria, Tradição e política Sateré-Mawé. O mesmo poderá ser adquirido na Editora VALER, www.editoravaler.com.br ou na distribuidora UNILETRAS uniletras@terra.com.br

Como amostra do material, seguem os links para alguns dos capítulos, originalmente publicados na Série Antropologia do PPGAS/DAN/ICS/UnB


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Perspectivismo, rituais e canibalismo

Na discussão do ritual da tucandira entre os Sateré-Mawé surgiu o tema do perspectivismo de Viveiros de Castro e os principais componentes desta perspectiva teórica: a construção dos corpos nos rituais; o parentesco -dravidianato-; a relação entre natureza/cultura/sobrenatural ou bichos/homens/seres-não-humanos; a transformação e a caça como valores centrais das culturas indígenas das terras baixas; o canibalismo.

Este tema, histórico e projetado ao plano mítico nos grupos atuais foi um dos que mobilizaram o interesse  dos alunos de antropologia da saúde. Disponibilizo o video editado a partir do relato e das gravuras de Hans Satden.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Projetos

O projeto é um estilo específico. Tem que ser propositivo, escrito em tempo verbal potencial. Eu faria. Todo projeto tem que dar conta das cinco questões básicas: o que, como, quem, onde e quando. O que é de soma importância, é a construção do problema, o como a metodologia e o quem, onde e quando se referem ao grupo, local de pesquisa período de trabalho de campo e trabalho de gabinete. Se o problema teórico está bem construído, ele resistirá a uma mudança do grupo ou de local de pesquisa. Estas cinco questões básicas, envolvem, cada uma delas, literaturas específicas.
O primeiro passo para a construção de um projeto e a pesquisa bibliográfica. Fazer uma pesquisa de autores que podem ser potencialmente utilizados. Com essas referências bibliográficas em mão, o segundo passo é a sistematização da bibliografia. Agrupas esses diversos autores e escrever parágrafos densos, carregados de referências bibliográficas. Projeto não é local para citação textual. O autor é você e tem que expressar com suas palavras uma síntese do pensamento dos autores, relacioná-los, citá-los como símbolos onde a menção da obra supõe o conhecimento dos conceitos desenvolvidos pelo autor. Agora você é o autor e o problema teórico se constrói em diálogo com outros autores.
Nota de roda-pé. “Se é importante tem que estar no texto, se não é importante, não deve estar”.
O primeiro parágrafo é fundamental. Ele tem que apresentar, de forma sintética, as questões desenvolvidas no texto. É o último a ser escrito, porque supõe o conhecimento do percurso analítico desenvolvido no texto. Por outro lado, lembre, seu texto cairá nas mãos de um avaliador, um leitor cansado, que tem uma pilha de projetos para ler. Você deve cativar o leitor, fisgar sua atenção, fazer com que ele se interesse e se lembre do seu projeto.
Os projetos não costumam ser publicados, muitas vezes porque os resultados costumam ser diferentes que os dados previstos inicialmente, antes de realizar o trabalho de campo. A modo de referência disponibilizo para os alunos um par de projetos realizados. Um deles, sintético, foi o guia da pesquisa com os Sateré-Mawé, o outro foi inicialmente pensado para ser executado na fronteira norte, mas terminou servindo de guia para uma pesquisa na fronteira sul. Quando o problema teórico está bem amarrado, pode mudar o local de pesquisa, o grupo, mas a questão teórico permanece em pé.

Etno-políticas Sateré-Mawé: da moral tradicional à ética transnacional
Brasileiros na Guiana Francesa: migrantes nas fronteiras da União Européia

O macaco, o alucinógeno e o símbolo - Da Matta e Victor Turner

Todo bom antropólogo é também escritor. No caso de Da Matta, soma-se um magnifico senso do humor. O humor é uma das dimensões mais complexas do simbólico. Como a metáfora, o humor envolve diversos pólos de sentido. Quando se entende o humor de outra cultura é porque se conhecem as conexões entre esses pólos de sentido. No caso de Da Matta, ele consegue realizar esse jogo no interior da cultura antropológica. Ontem à noite, procurando material sobre Victor Turner me deparei com esta genial coluna de Da Matta.



Link para a coluna de Da Matta

domingo, 18 de outubro de 2009

Antropologia da saúde - Rituais e construção dos corpos nas sociedades indígenas

As discussões se entrelaçam. As discussões teóricas sobre ritual e as discussões mais centradas nos corpos na antropologia da saúde. A continuação os links para os trabalhos a ser discutidos na próxima aula. Um deles, um clássico da etnografia brasileira, um artigo assinado por Seeger, Da Matta e Viveiros de Castro sobre a noção de pessoa nas sociedades indígenas brasileiras. Uma das idéias centrais do artigo é como as sociedades indígenas constroem os corpos nos rituais, literalmente. O outro trabalho, sobre o ritual da Tucandira, foi produto da minha pesquisa junto aos Sateré-Mawé.
No filme se encontra a explicação de um dos cantos do ritual da Tucandira e se apresenta, de forma sintética o ritual. Na sala de aula analisaremos cantos da origem, cantos da guerra e cantos da guerra contra o branco.

Anthony Seeger, Roberto da Matta, E.B. Viveiros de Castro "A Construção da Pessoa nas Sociedades Indígenas Brasileiras" In: Oliveira Filho, João Pacheco (Org.) Sociedades indígenas e indigenismo no Brasil. Rio de Janeiro: Editora UERJ: Marco Zero.





quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Victor Turner - A Floresta dos símbolos

Seguem as apresentações dos textos de Victor Turner discutidos na sala de aula. Nestas apresentações uma sintese dos principais temas abordados pelo autor no cap. sobre símbolos rituais e suas características, assim como as notas sobre o capítulo dedicado à liminaridade e suas propriedades simbólicas.

Os símbolos rituais, suas principais características na análise de Victor Turner


A Floresta dos símbolos – Victor Turner


A seguir as notas sobre  liminaridade e as características dos símbolos dominantes nesses períodos do ritual

A Floresta dos símbolos – liminaridade Victor Turner

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Acervo de Bronislaw Malinowski na London School




A London School of Economics and Political Science mantem o arquivo de Malinowski online. Destaque para a pasta Malimowski/S3 que contem um acervo com mais de 1.000 fotografias de Malinowski do período de trabalho de campo nas Trobiands.

Link para o acervo