sexta-feira, 30 de julho de 2010

Antropologia da Performance

livro postumo de Turner, que inclui seus trabalhos no Brasil, sua apropriação da hermenêutica de Dilthey, assim como um interessante artigo final no qual combina os aspectos simbólicos com sua base fisiológica no cérebro.

Seminario Marcia Turner

Do Ritual ao Teatro

Nesta obra Turner atravessa a fronteira entre a etnografia e o teatro, mas especificamente o teatro experimental e a performance. A mudança para os Estados Unidos e a atmosfera psicodélica ampliaram os horizontes antropológicos do autor e a experimentação com o teatro performático aparece como uma forma de comunicação muito mais intensa que as páginas de um livro. Nesta obra o autor também explora as semelhancas e diferenças entre a fase liminal do ritual e a fase liminoide do teatro.

Seminario Claudia Turner

Drama Campo e Metáfora

Esta obra marca uma virada na obra de V. Turner. Se em tambores da aflição ele afirmou que o conceito de Drama Social era aplicado a sociedades que não experimentavam mudanças estruturais, neste livro Turner aplica o conceito a episódios históricos, e o estende para a literatura e as religiões. Segue a apresentação prepara por Marcelo sobre a aplicação do marco analítico dos dramas sociais para a revolução mexicana e particularmente para Hidalgo e a Virgem de Guadalupe como símbolo que permitiu mobilizar as populações indígenas e mestiças nessa gesta revolucionaria.

Seminario Marcelo Turner Capitulo 3

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Os tambores da Aflição

A diferença dos rituais de passagem, analisados na floresta dos símbolos, neste livro Turner analisa os rituais de cura Ndembo. O autor mostra como os símbolos mexem com as relações sociais, como as curas levam em consideração as tensões políticas no grupo e as principais linhas de tensão. Estes rituais acontecem quando alguém sente-se aflito, doente ou com problemas atribuídos a seres não-humanos, ou espíritos ancestrais. O drama social é empregado para analisar estes rituais que se iniciam com a adivinhação e concluem com o ritual de reintegração. Os símbolos mobilizam redes de relações sociais. No decorre do processo o paciente é iniciado em algum dos grupos de culto. A diferença dos rituais de iniciação, que mobilizam aos habitantes da aldeia, nestes Tambores são mobilizados iniciados de diferentes aldeias para a realização do culto. A análise simbólica incorpora algumas das considerações realizadas por Marx no "fetiche da mercadoria", mas enfatiza que os dramas sociais são adequados para analisar as sociedades sem história, aquelas onde a tradição se impõe sobre a transformação social. Esta afirmação será reformulada nos próximos trabalhos, onde aplica o conceito de drama social para eventos históricos.

Drums of Affliction
  

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Floresta dos Símbolos

Nesta obra, V. Turner discute os rituais de passagem. Os rituais atúam por méio de símbolos. Os símbolos rituais são um fator de ação social.  Os símbolos rituais são a menor unidade do ritual. As principais características dos símbolos rituais: polisêmicos, condensação de sentidos, polarização de sentidos. Os símbolos rituais tem múltiplos significados, um grande poder de síntese e operam a partir da polarização entre um pólo sensitivo e outro ideológico. O pólo sensitivo, com freqüência é grotesco, obsceno, escatológico. O pólo ideológico se relaciona com o ordenamento da sociedade. A polarização de sentidos transforma o desejável em obrigatório e o obrigatório em desejável.

A Floresta dos símbolos – Victor Turner

Outro dos capítulos do livro discute o sistema de classificação ternário, por contraste com o binarismo levistraussiano. O sistema classificatorio ternário branco-preto-vermelho, cabe destacar é o mesmo que o encontrado nos candomblés e umbandas do Brasil.

cap 2 Floresta dos símbolos

Florestas de Símbolos 2

Os rituais, em particular os rituais de passagem, possuem um estado liminar em que o novício e colocado fora de qualquer posição social, deve obediência cega a seu instrutor, e é submetido à ação dos símbolos rituais. Este estado liminal, está relacionado também com o conceito de anti-estrutura.

A Floresta dos símbolos – liminaridade Victor Turner

 

domingo, 4 de julho de 2010

Leach, Gluckman e Turner

Prezados leitores do blog, retomamos as atividades com as apresentações dos alunos do Mestrado em Antropologia Social, realizadas durante o curso Rituais e Dramas Sociais. As apresentações não substituem os textos lidos e discutidos durante o curso, mas permitem um primeiro contato com o material discutido. Neste post, a apresentação de Igor e Reigler sobre Leach, Gluckman, e V. Turner.

O artigo de Leach, um dos mais citados, é fundamental, pelo que postarei o mesmo escaneado. Nele trata o ritual como um poderoso aparelho comunicacional e nos convida a quebrar a barreira entre rituais e representações sociais, entre comunicação verbal e não verbal. Assinala o ritual como um mecanismo de comunicação com grande capacidade de síntese, redundância, que consegue passar, por meio de performance, complexos pacotes de informação.

O trabalho de Gluckman, discute a obra ritos de passagem de Van Genep, introduzindo o autor no debate da antropologia social britânica. O ritos de passagem com sua estrutura que contem a ruptura, o período liminal e reagregação com um novo status.  

O trabalho de Turner, sua tese de Doutorado, apresenta a noção de drama social, inspirado na análise de rituais. Turner utiliza os dramas sociais para uma inovadora análise do sistema de parentesco Ndembo, um sistema matrilieal e patrilocal, permeado por tensões, que são analisadas nos diferentes dramas apresentados pelo autor. O trabalho responde às preocupações da época, introduzir a noção de processo, através dos dramas, mostrar às pessoas concretas e não abstratas posições sociais, trazer o material colhido no campo, a etnografia para o texto, como material de análise e não só para confirmar o ponto de vista de um autor omniciênte.

Seminário - Leach, Gluckman e Turner

 

domingo, 9 de maio de 2010

I MOVE - Programação

Faltam 10 dias para o I MOVE. Segue a programação desta movida em Goiânia.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

I MOVE

Últimos dias para se inscrever no I MOVE

terça-feira, 23 de março de 2010

Do trabalho de campo à situação social

Na primeira aula do curso Rituais e Dramas Sociais, a discussão teve como eixo a tradição Britânica na antropologia social. A discussão foi desde os primeiros trabalhos de campo até a estratêgia de apresentar os dados a partir de uma situação social, para analisar o antes, o depois, o contexto dessa situação descrita.

Segue a apresentação da aula


Do trabalho de campo à situação social

quinta-feira, 11 de março de 2010

Rituais e Dramas Sociais

Novo semestre e novas disciplinas. Ao longo deste semestre o site será alimentado com o material da disciplina que estou ofertando neste semestre. RITUAIS E DRAMAS SOCIAIS, muito Victor Turner, performance e aprofundar discussões que iniciamos na disciplina Método Etnográfico. Esta é uma disciplina do Mestrado e colocaremos as apresentações dos seminários. Segue o link para o programa.

Rituais e Dramas Sociais (programa)


Programa Rituais e Dramas Sociais

segunda-feira, 8 de março de 2010

I MOVE


Estão abertas, até o dia 1 de Abril as inscrições para o I MOVE

Inscrições e maiores informações no link

http://www.cienciassociais.ufg.br/move/


Segue o Folder do evento



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Jean Rouch, a ficção etnográfica e a verdade no cinema

Jean Rouch, a ficção etnográfica e a verdade no cinema
Rouch, Jean, 1965, Petit à Petit, 16/35 mm, couleur, 90 minutes Production/Distribution : Les Films de la Pléiade Coproduction : CNRS Niger, CFE


Ribeiro, José da Silva, 2007. “Jean Rouch, Filme etnográfico e Antropologia Visual”. Doc On-line, n.03, dezembro.
Link

Lições de Rouch. Filme realizado por Carmen Rial e Miriam GrossiNAVI - UFSC

Lições de Rouch from Izomar Lacerda on Vimeo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Jean Rouch, O filme etnográfico e a exploração do simbólico

Jean Rouch, 1959. Moi un noir , 16/35 mm, couleur, 73 minutes Production : Les Films de la Pléiade


Zoetl, Peter Anton, 2009. “Braços cortados. O Realismo Fílmico e a Antropologia Visual”. Iluminarias, Revista Eletrônica do Banco de Imagens e Efeitos Visuais. Vol 10, nro 23

Link

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Jean Rouch, camera transe e surrealismo

Rouch, Jean,1955, Les Maîtres Fous 16/35 mm, couleur, 30 minutes Production/Distribution : Les Films de la Pléiade

Stoller, Paul, 1994. "Artaud, Rouch, and the cinema of cruelty". In: Taylor Lucien (ed.) Visualizing Theory. Selected essays from V.A.R. 1990-1994. New York, London: Routledge.
Link 

Sztutman, Renato, 2005. “Imagens Perigosas: a possessão e a gênese do cinema de Jean Rouch”, in Cadernos de Campo nro 13 pp 115- 124
Link

Les Tambours D'avant (Tourou & Bitti) - Jean Rouch
famoso filme do plano seqûencia onde a possessão acontece frente à câmera de Jean Rouch, depois de dois dias de ritual.



Jean Rouch- Les Tambours D'avant Tourou & Bitti from zazie on Vimeo.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Jean Rouch, Antropologia compartilhada

Jean Rouch, 1965, La chasse au Lion à l´arc, 16/35 mm, couleur, 80 minutes Production : Les Films de la Pléiade

Colleyn, Jean-Paul “Entrevista. Jean Rouch, 54 anos sem tripé” Cadernos de Antropologia e Imagem . Rio de Janeiro: NAI/UERJ Nro 1 : 65-74

Link

Outro filme de Jean Rouch, Chasse à L´Hippopotame. Bataille Sur le Grand Fleuve,  a caça ao hipopótamo no Niger, com direito aos Haukas.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Nanoock de Flaherty. Filmagem compartilhada e narrativa

Flaherty, Nanook of the North (1922)


Williams Deane, “Robert Flaherty”, Senses of Cinema.
Link

Heider, Karl, 1995. “Uma história do filme etnográfico”. In: Cadernos de Antropologia e Imagem. Rio de Janeiro: NAI/UERJ (1)/31-55
Link

Loizos Peter, “A inovação no Filme etnográfico (1955-1985)” Cadernos de Antropologia e Imagem. Rio de Janeiro: NAI/UERJ Nro 1 : 55- 64
Link

Flaherty, Robert [1922] “How I Filmed Nanook of the North”
Link

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Vertov

Vertov, Dziga. Kino-Glaz (1924).



Segue o link para o post de Vertov no blog do NEPAA. Olhem o link para os Manifestos no final do post.
Vertov

Segue o Link para a resenha de Cornelia Ekert sobre o livro de Marc Piault
Eckert, Cornelia, 2001. Resenha.  “PIAULT, Marc Henri. Anthropologie et cinéma. Paris: Editions Nathan/HER, 2000. 285 p.” Horiz. antropol.  vol.7 no.16 Porto Alegre Dec. 2001


Mais informações sobre Vertov no site Senses of Cinema
Dawson, Jonathan. “Dziga Vertov”, Senses of Cinema 


O experimento kuleshov, montagem


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O filme etnográfico a fotografia e a antropologia visual

Textos a serem discutidos na abordagem da história da antropologia e da dos registros visuais, fotografia e filmes.


Jordan, Pierre, 1995. "Primeiros contatos, primeiros olhares ". In:  Cadernos de Antropologia e Imagem n. 1 .p. 55-64. Rio de Janeiro: NAI/UERJ




Pinei, C. 1996. “A história paralela da Antropologia e da fotografia”. In: Cadernos de Antropologia e Imagem. N 2 pp 29-52 Rio de Janeiro: NAI/UERJ 


Link para o texto




Filmes realizados por Alfred Cort Haddon durante a Expedição de Cambridge ao Estreito de Torres.


Link para os filmes




Material de sala de aula sobre Haddon


Link para o post




Arquivo com as fotografias de Malinowski (estão no subdiretório 3) 


Link para o post


Arquivo com as fotografia de Evans-Pritchard (link no final do post)


Link para o post


Link para fragmento do filme In The Land of the Head Hunters: Ceremonial of Yaklus no YouTube

Antropologia Visual - curso de verão

Prezados leitores e alunos, neste mês de janeiro estarei ofertando o curso de Antropologia Visual como Método. O seja continuamos com o método etnográfico a partir da antropologia visual, com uma perspectiva Rouchiana. Este curso intensivo tem com o propósito capacitar aos alunos e realizar, como trabalho final uma série de vídeos a serem apresentados no I MOVE. A continuação o programa da disciplina. Feliz 2010!!!

Programa de Antropologia Visual como Método.  

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

27a Reunião Brasileira de Antropologia (RBA) – Belém - CULTURA, IDENTIDADE E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS ENTRE FRONTEIRAS




Convocatória de resumos para o Grupo de Trabalho:

CULTURA, IDENTIDADE E TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS ENTRE FRONTEIRAS


 Reunião Brasileira de Antropologia (RBA) – Belém
Brasil Plural: Conhecimentos, Saberes Tradicionais e Direitos à Diversidade
01 a 04 de agosto de 2010, Belém - PA

COORDENADORES: CRISTHIAN TEOFILO DA SILVA E GABRIEL OMAR ALVAREZ

DEBATEDORA: MIREYA SUÁREZ
Proposta:
O grupo de trabalho promoverá a discussão comparada e interdisciplinar de resultados de pesquisa sobre relações interétnicas, interculturais, interregionais, internacionais e interestatais a partir das fronteiras, imaginadas ou concretas, do continente americano. Temas relacionados à identidade, etnicidade e nacionalidade serão considerados à luz de práticas identitárias que assumem diversas formas de expressão como estratégias de acomodação ou transformação social, por exemplo: mimetização, intercasamentos, manipulação de identidades, resistência cultural, luta por reconhecimento, mobilização política, conflito, violência etc. Os trabalhos deverão partir do uso das fronteiras como noção para representar o caráter dinâmico de limites simbolicamente produzidos e mantidos entre identidades, ideologias, culturas, cosmologias e temporalidades; ou como lugares concretos de contato, mistura ou diferenciação entre grupos étnicos, estados nacionais, frentes de expansão, blocos econômicos, áreas culturais, ambientes naturais, paisagens etc. O GT compreenderá a "fronteira" como uma categoria analítica para a elucidação de dicotomias operativas de ordenamento, reordenamento e transformação social de culturas e identidades no mundo contemporâneo e como uma categoria do pensamento, que se manifesta de fromas diferentes nos diversos grupos.

O resumo contendo:

1) Título da apresentação
2) Nome do autor, da autora ou dos autores
3) Instituição do autor, da autora ou dos autores. Também será aceita a auto-identificação como "pesquisador independente"
4) E-mail para contato
5) Resumo da comunicação entre 300 e 400 palavras, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples
6) Informar se é: Associado da 
ABA ou se é orientado por Associado da ABA (com nome do orientador)

O resumo deverá ser enviado para: 
cteofilodasilva@gmail.com e gabriel.o.alvarez@gmail.com

Obs: O formato dos resumos poderão ser adequados às indicações da Comissão Organizadora da 27ª RBA. As orientações acima visam apenas acelerar o processo de divulgação do 
GT, de modo a viabilizar o planejamento e participação do maior número de interessados.

A inclusão dos Grupos de Trabalho na programação final dependerá do número de trabalhos inscritos e selecionados para compor sua programação. Os GTs ocorrerão em no máximo três sessões, com cinco apresentações orais por sessão, totalizando 15 propostas. Os Gts que trabalham com temáticas emergentes, que não atinjam número suficiente de participantes para funcionar como um 
GT, poderão – a critério da diretoria da ABA - ser transformados em Fóruns de Pesquisa, devendo ter apenas uma sessão com apresentação de até cinco trabalhos. Para o GT, os estudantes de graduação podem apresentar trabalhos em formato de painéis que serão expostos na sala dos grupos em número de até cinco painéis.
A inscrição de resumos de apresentação oral e painel nos Grupos de Trabalho será aberta, posteriormente, e informada pelo site da
ABA e informativo eletrônico. Os associados da ABA terão prioridade na seleção de trabalhos para os GTs, que deverão ser compostos por, no mínimo, 80% de associados com apresentações orais. A mesma proporção se aplica ao percentual de orientandos de associados na apresentação de paíneis. Para se filiar à ABA, acesse o link “Associe-se” do site www.abant.org.br.
Contamos com a colaboração de todos.

Cristhian Teofilo da Silva
Gabriel Omar Alvarez
Mireya Suárez